Reconhecimento e Incentivo: driblando o Burnout e moldando campeões

Uma pesquisa recente realizada pela Robert Half (2016), empresa de renome na área de recrutamento de pessoas, apontou que o Brasil, dentro de uma amostra de 17 países, é um dos países cujas companhias mais se preocupam com reconhecimento e incentivo.

A pesquisa cita que 53% dos brasileiros estariam dispostos a mudar de emprego caso soubessem que poderiam equilibrar melhor sua vida pessoal e profissional.

E apesar dos esforços de algumas organizações para melhorar a qualidade de vida no trabalho, a pesquisa também mostra que 88% dos executivos brasileiros, trabalhando no país, relatam sentir estresse no trabalho.

O estresse tem relação direta com a Síndrome de Burnout, definida pelo psicanalista Herbert Freudemberg, em 1974, como a série de efeitos colaterais, físicos e psicológicos, que ele e seus colegas estavam sofrendo devido ao trabalho.

Mas quais os efeitos dessa síndrome? Dentre os sintomas trazidos pela síndrome do Burnout, destacam-se três principais:

exaustão

A primeira é a exaustão, acompanhada de maior suscetibilidade a doenças, incluindo à depressão e à ansiedade, que precisam ser tratadas com atenção pois, em casos extremos, podem levar estados críticos e à morte.

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O segundo tem relação direta com um pior relacionamento com os colegas de trabalho, além de também afetar os relacionamentos da vida pessoal. Nesse ponto, alguns traços como negatividade e desprezo por aspectos importantes da vida podem ser observados por aqueles que convivem com indivíduos nessa situação.

improdutividade

Por último, a produtividade do funcionário, que em meio a um grau baixo de satisfação pessoal em todas as áreas de sua vida, pode acabar entregando resultados abaixo do esperado e, consequentemente, afetando o desempenho da organização.

Frase 1

O Reconhecimento e Incentivo é uma forma de manter o funcionário focado, motivado e consciente de que suas ações dentro da organização podem refletir positivamente em todas as áreas de sua vida, tanto profissional quanto pessoalmente.

Em uma realidade de alta rotatividade organizacional (em que os funcionários passam menos tempo dentro de uma mesma organização), é essencial motivar os funcionários e fazê-los perceber que seus superiores realmente reconhecem seu esforço e valorizam suas contribuições para a organização.

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Por muito tempo se acreditou que a forma mais eficiente de motivar e reconhecer funcionários era a remuneração financeira. Mas nem sempre essa é a forma mais eficaz de demonstrar a importância do empregado para a organização.

Em alguns contextos isso pode funcionar muito bem, como no McDonalds, em que os salários de funcionários são razoavelmente baixos e qualquer acréscimo na renda fixa são extremamente bem vindos pelos funcionários. Mas em outros casos, o efeito pode não ser o mesmo e o dinheiro despedido a mais pode ser um desperdício.

De acordo com o SEBRAE (2015), outras ações, como benefícios que proporcionem uma maior qualidade de vida, elogios individuais ao trabalho que sendo realizado ou mesmo ações públicas de reconhecimento, têm se mostrado muito efetivas para incentivar os funcionários em diversas organizações.

Um bom gestor deve acompanhar, gerenciar e avaliar o trabalho que vem sendo feito pelos funcionários, a fim de reconhecer aqueles que estão realizando um bom trabalho, e mais importante, motivar aqueles que demonstram potencial, mas que ainda não estão alcançando o máximo dele.

É importante ressaltar que o reconhecimento e incentivo precisa estar alinhado à cultura que a empresa propõe, considerando como ela funciona e quais valores ela prega, a fim de promover o alinhamento dos empregados à empresa.

Dentre algumas outras formas de reconhecimento e incentivo, podem-se citar alguns benefícios, como parcerias com estabelecimentos comerciais (lanchonetes, lojas de souvenir, salões, supermercados, dentre outros), visando buscar descontos para os funcionários, ou mesmo brindes.

Além disso, proporcionar viagens, tempo livre ou eventos para o funcionário ir com a família podem ser interessantes para que ele possa equilibrar sua vida pessoal com a sua vida profissional.

Já a oferta de cursos de capacitação e de treinamentos alinhados às necessidades organizacionais podem ser úteis e melhorar as competências do funcionário e, ao mesmo tempo, servir como uma forma de reconhecimento e incentivo.

Por último, algo que tem sido usado por grandes companhias como a Ambev, e também na nossa consultoria, é o reconhecimento coletivo. Nesse caso, são estipuladas metas para as diversas áreas da organização, e, quando alcançadas, um prêmio condizente com a meta pré-estabelecida é dado para a equipe.

Dessa forma, os membros da equipe tenderão a se motivar e contribuir com um com os outros para o alcance das metas, formando um senso de equipe muito positivo para a empresa.

Portanto, podemos ver como é essencial que a área de gestão de pessoas tenha uma atuação mais estratégica dentro da organização, visando valorizar e reconhecer o componente principal de qualquer organização: as pessoas.

Mas antes de delimitar as melhores práticas de Reconhecimento e Incentivo para uma empresa,  é necessário um estudo profundo de como ela funciona e quais são seus objetivos com suas práticas, para assim traçar ações estratégicas nesse sentido.

Contudo, nem sempre uma área de gestão de pessoas consegue colocar essa iniciativa em prática, pois outras atribuições urgentes acabam ocupando todo o tempo necessário para isso.

Por isso, a AD&M Consultoria Empresarial oferece uma solução de Reconhecimento e Incentivo, em que são elaborados objetivos, práticas e ferramentas personalizados para a empresa.

Se você acredita que isso pode ser importante para sua organização, é só clicar abaixo e entraremos em contato para marcar um diagnóstico gratuito:

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Criado por: Pedro Guerra
Atualizado por: Ana Monclair

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REFERÊNCIAS

ROBERT HALF. (Quase) todo mundo quer um novo emprego. [S.l], 2016. Disponível em: <https://www.roberthalf.com.br/blog/quase-todo-mundo-quer-um-novo-emprego>. Acesso em: 13 jul 2017.

SEBRAE NACIONAL. Reconhecimento e qualidade de vida contam mais que salário. [S.l]: Políticas de Incentivo, 2015. Disponível em: <https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/reconhecimento-e-qualidade-de-vida-contam-mais-que-salario,b2c3438af1c92410VgnVCM100000b272010aRCRD>. Acesso em:  13 jul 2017.

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