Liderança: Conheça os 6 “chapéus” de um capitão

Podemos imaginar que as organizações funcionem como um barco que possuem diferentes cargos e funções, cujo objetivo principal é determinar direções que, muitas vezes, são desconhecidas, tudo em busca da fatia inatingida.

Assim como todo barco necessita de um capitão, toda organização precisa de uma liderança. Mas no que consiste um bom líder? Qual o tipo de líder que seu time precisa? E, o mais importante, que líderes desejamos ser?

Podemos definir um líder como: pessoa dotada da capacidade de mobilizar liderados, no intuito do atingimento de resultados de proveito comum (HEIFETZ, 1998; BENNIS, 2007).

Entretanto, essa definição acaba deixando de lado uma das essências da liderança: a demonstração dos meios. Dessa maneira, não considera o caminho para alcançar os resultados esperados e o diferencial de um líder dentro de uma equipe. Logo, vamos com uma definição mais abrangente:

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Todos os líderes acabam se encaixando de certa forma no prospecto dos seis principais estilos de liderança. Estes estilos foram definidos com base em um estudo da Harvard e cada um possui uma peculiaridade em relação à necessidade da equipe e os riscos que eles trazem. Vamos elencar os principais pontos de cada estilo.

Tipos de liderança

  • Coercitivo – coage, pune e pressiona suas equipes. Corre o risco de minar ideias das equipes, porém pode se mostrar fundamental em momentos de crise e situações de emergência;
  • Autoritário – visionário e motivador, determina os papéis para cada membro. O risco inerente é a necessidade de uma equipe mais madura, porém de suma importância quando equipes e organizações não possuem um horizonte para seus resultados;
  • Afiliativo (Afetivo) – valoriza indivíduos e sua emoções, preza pela harmonia e lhes concede liberdade. O risco constante é da performance abaixo da desejada, mas é importante no intuito de adquirir confiança de sua equipe e aumenta a comunicação entre seus membros;
  • Democrático – almeja a liberdade de expressão de suas equipes, estimula flexibilidade e responsabilidade. Os riscos são a falta de foco e demora na tomada de decisão, porém é um estilo eficaz para vender ideias para equipes;
  • Marcador de Ritmo (Direcionador) – estabelecimento níveis de desempenho, lidera pelo exemplo, cobrança constante. O principal risco desta situação é frear o desenvolvimento de seus liderados, mas ao mesmo tempo pode atingir resultados excepcionais caso a equipe seja competente e mantenha sua motivação;
  • Coaching (Instrutor) – definição de pontos a desenvolver, voltado para feedbacks e desafios. O principal risco é referente ao autoconhecimento dos membros das equipes que podem acabar por resistir à aprendizagem ou à mudança. Contudo pode impactar positivamente não só as equipes mas também a organização como um todo caso estes liderados busquem pelo desenvolvimento.

Caminhar entre tais estilos requer maturidade e flexibilidade. Maturidade ao perceber que apesar da ausência de aptidão ou do possível desconforto, determinado estilo gera mais resultados, logo deve ser priorizado.  Além disso, puxa a flexibilidade de um líder de tramitar entre tais estilos a depender de cada uma das necessidades de gerenciamento ou situações com que se depara.

Em suma, assim como um capitão de um barco, um líder pode trocar de chapéu para assumir a liderança com diversos estilos, diversas funções e diversos resultados, mas é fundamental compreender as necessidades da sua equipe/organização para se portar de maneira a desenvolvê-los e gerenciá-los para os melhores resultados.

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Criador: Eduardo Damico

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O Eduardo compartilhou os aprendizados que teve como líder de projetos na AD&M com várias estratégias para manter o equilíbrio da equipe. Veja aqui!

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