POTENCIALIZE sua empresa gerenciando a Cadeia de Suprimentos!

Independente do porte ou do tempo de atuação, a gestão dos suprimentos e da distribuição é sempre um desafio! Ela envolve outras empresas, diversas áreas e pessoas dentro da própria organização e até o consumidor final, a quem a experiência de consumo deve ser excelente. Essa variedade de processos e agentes pode incorrer em gargalos e ineficiências operacionais que direta ou indiretamente, representam custos. Problemas como esses são característicos da Gestão da Cadeia de Suprimentos e podem ser solucionados, mas para isso é preciso compreender como ela se relaciona com outras áreas da organização e o que é necessário para otimizá-la.  

Dos anos 2000 para cá, o uso da expressão “Gestão da Cadeia de Suprimentos”, do inglês Supply Chain Management ou SCM, tornou-se bastante popular, e é comumente utilizada para designar a gestão dos insumos (ou suprimentos) necessários às empresas e/ou demandados pelos consumidores que, por isso, são chamados de “elos”.

Entretanto, o esforço puro e simples de fazer com que os produtos certos estejam na quantidade, no lugar e no prazo adequados ao menor custo é de responsabilidade de outra atividade da empresa, a Logística, e, embora a linha que a diferencie da SCM pareça tênue (e, em parte, é), ela é apenas um dos componentes da Gestão da Cadeia de Suprimentos.

Na medida em que o mercado se tornou mais dinâmico e competitivo, especialmente em virtude das tecnologias de informação, as empresas observaram que vender e entregar não é mais uma garantia de crescimento sustentável. Mais do que isso, é necessário maximizar o valor gerado ao consumidor da maneira mais eficiente e efetiva possível.

Neste sentido, não apenas à Logística, mas a todas as atividades desempenhadas na organização – marketing, vendas, produção, finanças, tecnologia da informação, etc. –, coube a responsabilidade de criar valor para o cliente e, com isso, obter vantagem competitiva. Essa integração de diferentes processos e atividades gerenciais constitui a Gestão da Cadeia de Suprimentos.

Imagine que entre cada elo da cadeia existam três fluxos: um fluxo de bens materiais, um fluxo de informação e um fluxo de recursos financeiros. O primeiro consiste na transformação, na movimentação e na armazenagem de bens e materiais físicos. Uma padaria, por exemplo, precisa de farinha de trigo para produzir o pão. Para isso, é necessário que compre o produto de um fornecedor externo, devendo sinalizá-lo com um pedido de compra que contenha a quantidade demandada e o prazo de entrega. Além disso, devem acordar também como o pedido será entregue (de quem é a responsabilidade pelo transporte) e como e quando será feito o pagamento. Essa comunicação entre a padaria e o fornecedor de farinha constitui o fluxo de informação. Por fim, há um fluxo monetário de pagamento ao fornecedor pela venda do produto.

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Contudo, para que a padaria dê início ao processo de compra da farinha de um fornecedor externo (chamado de interorganizacional), deve haver, internamente, a articulação da área de vendas com a projeção estimada da quantidade a ser comercializada no período, para que a área de produção calcule o quanto de farinha deve ser comprada. O financeiro, por sua vez, deve analisar o orçamento para informar o quanto de recursos foram previstos para a compra do material, para que a área de compras negocie o melhor preço com o fornecedor e o preço final de venda do pão seja compatível com aquele estipulado pelo marketing para alcançar o público-alvo da padaria.   

Esse “quebra-cabeça” dentro da organização representa o grande desafio da Gestão da Cadeia de Suprimentos, especialmente àquelas organizações onde não há departamentalização das funções gerenciais ou, ainda, àquelas cujas estruturas de gestão da informação sejam modestas, informais ou simplesmente inexistentes.

Vale ressaltar que esses desafios não são exclusivos de empresas de menor porte. Até 2010, a Fini, fabricante de guloseimas espanhola, enfrentava inúmeros problemas para gerenciar e distribuir sua produção composta por mais de 250 itens, por todo o Brasil e outros três países da América Latina. Seu principal gargalo estava concentrado no sistema adotado para a gestão da fábrica, que não integrava facilmente todas as áreas de produção e gerenciamento. A solução encontrada pela empresa foi migrar para um sistema ERP – um software de gestão integrado que centraliza as informações de todas as áreas da empresa –, que possibilitou tomadas de decisão mais assertivas em tempo real, facilitou a gestão através da padronização de processos e dinamizou a atividade comercial por meio do gerenciamento dos pontos de venda de todo o país com plataforma e-commerce. Resultado: a empresa se tornou mais eficiente e dobrou seu crescimento.

Além da gestão da informação, outro aspecto fundamental para a eficácia da SCM é o controle dos processos. Isto significa que a empresa deve ter processos mapeados muito bem definidos, com a responsabilidade de cada área sobre as atividades da organização, as ferramentas, sistemas e demais recursos utilizados e seus prazos. O mapeamento dos processos consiste em uma “fotografia” da sequência de tarefas necessárias para a realização de uma atividade da empresa. Essa prática, além de sistematizar o gerenciamento da cadeia, permite a identificação de falhas e gargalos no processo, cuja correção impacta na eficiência operacional e na qualidade do serviço logístico da empresa.

Apesar dos desafios da Gestão da Cadeia de Suprimentos, que integra processos tanto internos quanto externos à organização, sua finalidade visa a manutenção da competitividade e a geração de valor ao cliente final e que, por esse motivo, não deve ser negligenciada. Este modelo está diretamente ligado com a estratégia da organização e sua implementação pode ser decisiva no sucesso ou fracasso da empresa.

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Escrito por: Raphael Salviano

Consultor de Projetos – AD&M Consultoria Empresarial

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